As Cavalhadas voltaram a movimentar o calendário cultural de Goiás entre os dias 23 e 26 de maio, com realização em cidades como Santa Cruz de Goiás, Posse, Jaraguá e Pirenópolis. É tradição, é fé, é teatro popular, é turismo e também é economia girando.
Para muita gente de fora, Cavalhada pode parecer só uma apresentação com cavalos e roupas coloridas. Mas quem conhece sabe que a festa carrega história, religiosidade, identidade local e um envolvimento forte das comunidades. Tem família que participa há gerações. Tem criança que cresce vendo o avô, o pai, o tio ou o vizinho envolvido na festa.
O circuito estadual tem investimento público e busca fortalecer essa preservação cultural, mas a força real está nas cidades. É ali que a tradição ganha vida, com moradores, visitantes, comerciantes e equipes inteiras trabalhando para que tudo aconteça.
E tem outro ponto: eventos assim movimentam hotel, restaurante, posto de combustível, comércio e turismo regional. Ou seja, cultura também paga conta. Não é só memória bonita para colocar em folder.
Goiás tem muita tradição que precisa ser contada com mais frequência. As Cavalhadas são uma delas. E quando a cidade entende o valor disso, a festa deixa de ser “coisa antiga” e vira patrimônio vivo.







