As Cavalhadas de Guarinos movimentaram o distrito histórico de Mandinópolis nos dias 30 e 31 de maio. A edição marcou o primeiro ano da festa dentro do Circuito das Cavalhadas, que reúne 16 municípios goianos com apoio do Governo de Goiás.
A encenação da batalha entre mouros e cristãos aconteceu no campo de futebol de Mandinópolis, a partir das 14h. Mas, como toda boa tradição goiana, a festa vai muito além da apresentação em si. Tem história, memória, família envolvida, costura de figurino, preparação de cavalos, visitante chegando, comércio local respirando e aquela sensação de que a cidade ficou maior por alguns dias.
A história das Cavalhadas de Guarinos começou em 1959, quando Mandinópolis ainda era povoado. A celebração foi interrompida em 2015 por falta de apoio e retomada em 2025 graças à mobilização da comunidade. Em 2026, veio o reconhecimento dentro do circuito estadual.
Esse detalhe é importante porque mostra que tradição também precisa de estrutura. Muita manifestação cultural não acaba por falta de amor; acaba por falta de dinheiro, organização e apoio. Quando o poder público, a comunidade e os agentes culturais conseguem se encontrar, a festa volta a respirar.
As Cavalhadas também têm impacto econômico. Visitante come, abastece, compra, se hospeda e movimenta a região. Para um município pequeno, isso pesa. E pesa muito. Cultura, nesse caso, não é só lembrança bonita de antigamente. É renda, turismo e identidade.
Goiás tem muita festa tradicional que merece mais espaço na mídia regional. E Guarinos entrou nesse mapa com uma mensagem bem clara: podem até pausar uma tradição por um tempo, mas quando a comunidade quer, ela volta montada, colorida e fazendo barulho.







