Setembro mal começou e Goiânia já mostrou que não vive só da música sertaneja. Nesta terça-feira, o centro histórico da cidade foi completamente dominado por milhares de jovens, punks, roqueiros e amantes da cultura pop para a abertura de mais uma edição do Festival Vaca Amarela. O evento, que se consolidou como o maior bastião da música alternativa e independente no centro-oeste brasileiro, trouxe uma energia caótica e vibrante para as ruas da capital.
O palco montado nas imediações da Praça Universitária viu apresentações que misturaram bandas de rock pesado, rappers em ascensão e artistas de música eletrônica experimental. O diferencial do Vaca Amarela sempre foi a sua capacidade de mesclar nomes consagrados do cenário underground com artistas que estão começando a despontar agora. Essa mistura explosiva garantiu que o público não ficasse parado um segundo sequer.
O impacto visual do evento é sempre um espetáculo à parte. Os figurinos extravagantes, os cabelos coloridos e a maquiagem carregada deram um contraste sensacional à arquitetura clássica dos prédios do centro de Goiânia. A organização do festival também acertou em cheio ao criar parcerias com food trucks e artistas visuais locais, transformando o espaço do evento em uma galeria a céu aberto com opções de comida para todos os gostos (e bolsos).
Como de costume em grandes aglomerações no centro, o trânsito da região exigiu paciência redobrada. Vias foram bloqueadas e o som pesado das guitarras ecoava por vários quarteirões de distância. Apesar de algumas reclamações de moradores mais antigos sobre o barulho, o esquema de segurança funcionou bem, e a Polícia Militar relatou apenas incidentes isolados, garantindo que o foco da noite fosse, de fato, a música e a diversão.
O Festival Vaca Amarela continua sendo um respiro fundamental para a rica diversidade cultural de Goiás. Mostrar que a nossa região consegue exportar sertanejo para o Brasil todo, mas também consegue abrigar um evento underground desse porte com lotação máxima, prova a pluralidade do público goiano. A festa segue ao longo da semana, provando que a cena alternativa goianiense está mais viva do que nunca.







