Goiânia foi palco de uma das principais competições do paradesporto nacional com o Campeonato Brasileiro de Futebol de Amputados. A competição contou com 26 equipes, mais de 500 atletas e representantes de 13 estados brasileiros, colocando a capital goiana no centro da modalidade.
As finais foram disputadas no Estádio Olímpico Pedro Ludovico Teixeira, enquanto outros jogos também passaram pela Praça de Esportes do Setor Pedro Ludovico e pelo campo da Secretaria da Saúde. Depois da competição, jogadores convocados para a Seleção Brasileira permaneceram em Goiânia para treinamentos visando a Copa do Mundo de Futebol para Amputados, marcada para novembro, no México.
Esse tipo de evento merece muito mais atenção do que normalmente recebe. O futebol de amputados reúne alto nível técnico, preparo físico, estratégia e uma carga emocional enorme. Quem assiste de perto entende rápido que não se trata de “superação” no sentido clichê da palavra. É esporte de verdade. Com cobrança, competição, tática, rivalidade, treino e atleta querendo vencer.
Para Goiânia, receber um campeonato nacional desse porte também é importante. A cidade ganha movimento esportivo, visibilidade e mostra que pode sediar eventos além do futebol tradicional. E isso ajuda a fortalecer o paradesporto, que muitas vezes só aparece na mídia em época de grande competição internacional.
No fim, a notícia vai além do placar. É sobre inclusão, estrutura, alto rendimento e respeito ao atleta. Porque quando a bola rola, o que está em campo não é pena. É futebol.







