Goiânia recebeu neste domingo, 14 de junho, a quarta edição do Sound Sessions, no Parque Marcos Veiga Jardim, na região do Autódromo. O evento veio com programação gratuita, skate, música, arte, cultura urbana e temática junina. Sim, Goiânia conseguiu juntar pista, manobra, bandeirinha e clima de arraiá no mesmo pacote.
E quer saber? Faz sentido. A cidade precisa cada vez mais de eventos que ocupem espaços públicos de um jeito criativo. Nem todo rolê precisa ser shopping, bar caro ou show gigante com ingresso que faz a pessoa parcelar junto com a dignidade. Quando um parque recebe música, skate e arte, ele deixa de ser só passagem ou paisagem. Vira ponto de encontro.
O Sound Sessions tem uma proposta interessante porque conversa com uma juventude que nem sempre aparece nas agendas tradicionais da cidade. A cultura urbana existe, ocupa, produz, movimenta e cria identidade. O problema é que muitas vezes só lembram dela quando querem reclamar do barulho, da roupa, da gíria ou do skate na praça. Quando existe estrutura e evento organizado, o cenário muda.
A temática junina também dá um tempero goiano ao rolê. Porque aqui a festa junina não é só quadrilha ensaiada e comida típica. É um período em que a cidade inteira parece encontrar uma desculpa para se reunir. Se misturar isso com música e skate, melhor ainda. O resultado é uma programação com cara de Goiânia real, onde tradição e cultura urbana podem dividir o mesmo espaço sem precisar brigar.
Outro ponto positivo é a gratuidade. Evento gratuito bem feito tem impacto. Permite que mais gente participe, aproxima público, dá visibilidade para artistas e fortalece a ideia de que cultura não precisa estar sempre trancada atrás de ingresso caro.
No fundo, Goiânia precisa disso: mais ocupação criativa, mais diversidade de público, mais evento em parque e menos repetição de fórmula. A cidade já sabe fazer sertanejo, agro, festival grande e arraiá clássico. Agora também precisa saber fazer espaço para o skate, para a música urbana e para quem quer viver a cidade de outro jeito.
No fim, o Sound Sessions mostrou que festa junina pode ter paçoca, mas também pode ter shape no chão. E se tiver som bom, melhor ainda.







