Julho continua em Goiânia daquele jeito clássico que ninguém consegue levar a sério. De manhã faz frio suficiente para justificar moletom. Meio-dia parece que o sol resolveu provar alguma coisa pessoal com a cidade. No fim da tarde volta aquele vento seco que engana e faz todo mundo achar que vai esfriar de verdade.
E aí começa o teatro diário do goiano. Sai de casa com casaco, depois fica carregando na mão, depois guarda na mochila, depois se arrepende. É um ciclo que se repete todo ano como se fosse novidade.
O curioso é que isso muda até o humor da cidade. Em dias mais frios, Goiânia parece mais lenta. Café vira protagonista, as pessoas andam mais devagar e o trânsito continua ruim, mas com mais paciência disfarçada. Já no calor, tudo volta ao modo acelerado, irritado e com pressa.
Julho em Goiás é isso. Um mês que nunca decide o que quer ser.







