A indicação saiu do papel. O presidente Lula enviou nesta terça-feira (31) ao Senado o nome de Jorge Messias, advogado-geral da União, para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Mas a história que vem por aí promete muito mais tensão do que o simples envio de um ofício, porque entre o nome indicado e a vaga conquistada, existe um caminho de negociações, bastidores e muita política.
Messias foi indicado por Lula para preencher a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro de 2025. O processo levou meses para ser formalizado mais de quatro meses após o anúncio público do nome em meio a um impasse com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que preferia outro nome para a vaga.
A partir de agora, Messias precisará ser sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado antes de ir a plenário. Para ser aprovado, ele precisará de pelo menos 41 votos favoráveis entre os 81 senadores. Um número que parece acessível, mas que, na prática, exige articulação política intensa.
Procurador da Fazenda Nacional desde 2007, Jorge Messias comanda a AGU desde o início do governo Lula e é visto como um nome tecnicamente sólido e politicamente alinhado ao Palácio do Planalto. Seus críticos questionam se essa proximidade com o governo é compatível com a independência esperada de um ministro do STF.
Nos próximos dias, o nome de Jorge Messias vai dominar os corredores do Congresso. A sabatina será o momento de maior exposição e de maior pressão. O Brasil vai acompanhar cada minuto.







