O Tribunal do Júri do Rio de Janeiro iniciou nesta segunda-feira o julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e de sua ex-companheira Monique Medeiros, acusados pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, filho de Monique. O caso chocou o Brasil em 2021 e desde então aguardava julgamento.
Henry morreu em março de 2021 após dar entrada em um hospital do Rio de Janeiro com múltiplas lesões pelo corpo. A morte foi inicialmente tratada como acidente, mas a investigação policial revelou indícios de agressões. O laudo apontou marcas de violência que levaram à prisão de Jairinho e Monique meses depois.
Jairinho responde pelos crimes de homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e por impossibilitar a defesa da vítima, além de tortura. Monique é acusada de homicídio duplamente qualificado na modalidade de omissão, por não ter impedido as agressões ao filho, mesmo tendo conhecimento delas.
O julgamento é aguardado com grande expectativa pela família do menino e pela sociedade. O pai de Henry, o engenheiro Leniel Borel, tornou-se um símbolo de luta por justiça e acompanha de perto as etapas do processo. Ele criou o projeto “Henry Eterno”, dedicado à proteção de crianças vítimas de violência doméstica.
O caso motivou a criação da Lei Henry Borel, sancionada em 2022, que endureceu as penas para crimes de violência doméstica contra crianças e adolescentes e tornou obrigatória a notificação de suspeitas de maus-tratos por profissionais de saúde e educação.







