A mudança de administração no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, levanta uma pergunta que interessa a qualquer brasileiro que já passou por lá: o que vai mudar na prática? Com a espanhola Aena assumindo a concessão após vencer o leilão com R$ 2,9 bilhões, as expectativas dos passageiros cansados de reclamar das condições do terminal são altas. E há bons motivos para otimismo.
A Aena é uma das maiores operadoras aeroportuárias do mundo, com experiência em mais de 50 aeroportos em vários países. No Brasil, a empresa já administra o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e outros terminais do país e o balanço geral tem sido positivo. Investimentos em infraestrutura, melhora nos índices de pontualidade e uma gestão mais eficiente do fluxo de passageiros estão entre os pontos destacados pelos especialistas do setor.
Para o Galeão especificamente, o desafio é grande. O aeroporto perdeu muito movimento nos últimos anos para o Santos Dumont mais próximo do centro do Rio e preferido por quem viaja na ponte aérea para São Paulo. Reconquistar passageiros exige mais do que obras: exige um terminal que funcione bem, com lojas abertas, banheiros limpos, filas rápidas e conexões confiáveis.
A concessão vai até 2039, tempo mais do que suficiente para transformar o Galeão. Os passageiros podem esperar melhorias graduais nos próximos anos especialmente com a Copa do Mundo 2026 no horizonte, evento que deve aumentar significativamente o fluxo de turistas internacionais pelo Rio de Janeiro.
Por enquanto, a operação segue igual no dia a dia. A transição entre as gestões ocorre de forma gradual. Mas o relógio já está correndo e a Aena sabe que a torcida quer ver resultados. O Galeão merece voar alto de novo.







