Ele não precisou nem começar jogando. Endrick entrou como reserva, mas saiu como protagonista. A atuação do atacante de 19 anos no amistoso Brasil 3×1 Croácia, na terça-feira (31), jogou lenha na fogueira de um debate que já tomava conta do futebol brasileiro: será que o garoto do Real Madrid vai ser o grande nome da Seleção na Copa do Mundo 2026?
Os números falam por si. Endrick entrou em campo e, em poucos minutos, mudou o rumo da partida. Sofreu o pênalti convertido por Igor Thiago e deu a assistência para o gol de Martinelli nos acréscimos, dois lances decisivos que transformaram um jogo tenso em vitória confortável. O técnico Carlo Ancelotti não escondeu o entusiasmo e citou o jovem várias vezes na coletiva pós-jogo.
O que impressiona em Endrick não é só o talento, é a maturidade. Com 19 anos, ele tem a frieza de veterano nas situações mais decisivas, a velocidade que aterroriza qualquer defesa e um faro de gol que faz a torcida vibrar a cada toque na bola. No Real Madrid, convive com os melhores do mundo e cresce a cada partida.
A convocação final para a Copa está prevista para 18 de maio. Endrick, que já era forte candidato à lista, saiu do amistoso contra a Croácia com a vaga praticamente confirmada. A questão agora é: ele vai ser titular ou vai continuar sendo o coringa definitivo que entra para virar jogos?
O Brasil não vence uma Copa do Mundo desde 2002. A torcida está faminta pelo hexa, e talvez esteja encontrando no menino Endrick o rosto desse sonho. Se depender do talento, ele tem tudo para ser o craque do torneio.







