A ameaça de uma paralisação nacional de caminhoneiros foi desarmada nesta sexta-feira (20). Os caminhoneiros desistiram de entrar em greve e vão se reunir com o governo após a publicação de medidas para apertar a fiscalização do frete mínimo. A movimentação pela paralisação ganhou força com o aumento do preço do diesel causado pela guerra no Irã.
Em assembleia realizada na quinta-feira (19), em Santos, no litoral paulista, as lideranças da categoria decidiram suspender o movimento. O estopim da crise foi o aumento acumulado de quase 19% no preço do diesel desde o fim de fevereiro, puxado pela instabilidade no mercado global de petróleo. A média nacional nas bombas chegou a R$ 6,80 o litro, com relatos de até R$ 8 em regiões do Centro-Oeste.
Em resposta, o governo federal publicou a Medida Provisória nº 1.343/2026, que endurece as regras de fiscalização do piso mínimo do frete. O texto prevê multas de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por operação para empresas que descumprirem a tabela. Em caso de reincidência, a empresa poderá ter o registro de transporte suspenso ou a autorização cancelada por até dois anos.
Apesar da trégua, as entidades deixaram claro que o estado de alerta continua. A Abrava confirmou que a suspensão da greve depende dos avanços nas negociações previstas para a próxima semana com o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência.







