A conta de luz vai pesar mais no bolso dos brasileiros este ano. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) projeta aumento médio de 8% nas tarifas de energia elétrica em 2026, percentual que representa praticamente o dobro da estimativa do mercado para o IPCA, índice oficial de inflação, projetado em 4,1%. 
O dado foi apresentado pelo diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa. “Para 2026, a nossa previsão é que as tarifas de energia elétrica cresçam, em média, 8%. É maior que o IPCA e o IGP-M e preocupa”, disse Feitosa.
Cerca de metade do reajuste previsto vem do aumento no custo dos subsídios, pagos por meio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que deve custar R$ 52 bilhões aos brasileiros em 2026.  Os encargos setoriais cresceram mais de 300% entre 2011 e 2026, bem acima da inflação e das próprias tarifas de distribuição no mesmo período.
Os primeiros reajustes do ano já dão o tom do que está por vir. Em Roraima, a alta média aprovada foi de 23,2%. No Rio de Janeiro, clientes da Enel tiveram reajuste de 14,2%, enquanto os da Light registraram alta de 6,9%.
Famílias de Senador Canedo e de toda a região metropolitana de Goiânia devem ficar atentas, pois os reajustes chegam de forma escalonada ao longo do ano, conforme os contratos de cada distribuidora são revistos pela Aneel.







