Post: A Copa começou, e o brasileiro já entrou no modo sofá, barzinho e opinião de técnico

A Copa do Mundo de 2026 começou oficialmente nesta quinta-feira, 11 de junho, com vitória do México por 2 a 0 sobre a África do Sul, no Estádio Azteca, na Cidade do México. E pronto: bastou a bola rolar para o brasileiro ativar aquela versão clássica de si mesmo, o torcedor que entende de escalação, gramado, preparação física, geopolítica e marcação alta ao mesmo tempo.

A edição deste ano já chega com cara de evento gigante. Pela primeira vez, a Copa tem 48 seleções e três países-sede: México, Estados Unidos e Canadá. Ou seja, é Copa maior, calendário mais cheio, mais jogo para assistir e mais chance de alguém soltar no grupo: “esse time aí é perigoso”. Mesmo que a pessoa nunca tenha visto a seleção jogar antes.

Para Goiânia, Senador Canedo e região, a Copa sempre vira um evento paralelo. Não é só futebol. É bar preparando promoção, loja tentando vender camisa, supermercado apostando em churrasco, família combinando onde assistir, escola ajustando conversa com aluno e trabalhador fazendo conta para ver se dá para acompanhar o jogo sem comprometer a produtividade, ou pelo menos sem ser pego.

E tem outro detalhe: Copa do Mundo mexe com a cultura do brasileiro. Até quem não acompanha futebol o ano inteiro aparece na hora do Mundial. A pessoa não sabe quem é lateral do próprio time, mas na Copa está ali, emocionada, criticando substituição e perguntando por que o juiz deu tanto acréscimo.

A estreia com vitória mexicana também teve peso simbólico. O México jogou em casa, diante de mais de 80 mil torcedores, e começou o torneio com festa. Para quem gosta de futebol, o Estádio Azteca carrega história. Para quem gosta de evento, a Copa entrega espetáculo. Para quem gosta de reclamar, a Copa entrega assunto por mais de um mês.

Agora começa a fase mais perigosa: a empolgação precoce. Todo mundo já começa a projetar final, caminho do Brasil, zebra, artilheiro e possível crise antes mesmo da fase de grupos engrenar.

No fim, a Copa é isso: futebol, drama, barulho, palpite errado e gente prometendo que não vai sofrer, mas sofrendo do mesmo jeito.

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