Se você foi à farmácia hoje e estranhou o preço, não é impressão sua. A partir desta terça-feira (31), os medicamentos vendidos no Brasil podem custar até 3,81% a mais, esse é o reajuste autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) para o ano de 2026. Um número que parece pequeno, mas que pesa no bolso de quem depende de remédio de uso contínuo.
O reajuste é anual e segue uma fórmula que leva em conta a inflação, a produtividade do setor e o comportamento dos preços da indústria farmacêutica. Na prática, isso significa que quem toma remédio todo mês vai sentir o impacto direto, especialmente idosos e pacientes crônicos que já comprometem uma parte significativa da renda com medicamentos.
A boa notícia é que o reajuste é um teto, não um piso. Isso significa que os laboratórios podem aumentar menos, ou não aumentar nada, dependendo da concorrência e do mercado. Além disso, medicamentos genéricos costumam ser mais afetados pelo limite de preço e seguem sendo a alternativa mais econômica para a maioria dos tratamentos.
Para quem depende de remédio controlado ou de alto custo, o conselho é comparar preços entre farmácias, verificar se o medicamento tem versão genérica e conferir se ele está disponível gratuitamente pelo SUS, muitos tratamentos crônicos são cobertos pelo sistema público de saúde.
Em um país onde a saúde ainda é luxo para muitos, cada centavo a mais no remédio importa. Fique atento ao preço, exija a nota fiscal e, se suspeitar de abuso, denuncie ao PROCON da sua cidade.







