O Brasil bateu um recorde histórico no mercado de trabalho. A taxa de desemprego no trimestre encerrado em fevereiro de 2026 caiu para 5,8%, o menor índice já registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para esse período do ano na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).
O dado foi divulgado nesta sexta-feira, 27 de março, e representa uma queda consistente em relação aos trimestres anteriores. Apesar do resultado positivo, o IBGE aponta que 6,2 milhões de brasileiros ainda buscavam trabalho sem sucesso no período — uma parcela que, embora grande em números absolutos, é proporcionalmente menor do que em anos anteriores.
O desempenho foi impulsionado principalmente pelos setores de serviços, construção civil e comércio, que seguem gerando postos de trabalho formais. A formalização do emprego também avançou, com aumento no número de trabalhadores com carteira assinada e contribuição previdenciária.
O dólar operava em queda próxima a R$ 5,23 no mesmo dia, e o Ibovespa avançava acima dos 182 mil pontos, num cenário de otimismo moderado no mercado financeiro. Economistas avaliam que os dados de emprego contribuem para sustentar o consumo das famílias e o crescimento do PIB.
Apesar dos números positivos, especialistas alertam para a qualidade dos empregos gerados, com parcela significativa ainda em postos informais e com salários próximos ao mínimo. O desafio, segundo analistas, é garantir que o crescimento do emprego venha acompanhado de maior produtividade e melhores condições de trabalho.







