Mesmo antes de a cerimônia acontecer, O Agente Secreto já entrou para a história do cinema brasileiro. É o que avalia o crítico Pablo Villaça, um dos mais respeitados do país, que acompanha o Oscar há quase 20 anos e comentou ao vivo a cerimônia deste domingo (15). Para Villaça, o simples fato de o filme ter chegado a quatro indicações, incluindo Melhor Filme, já representa um feito sem precedentes para o cinema nacional.
A concorrência, no entanto, é pesada. Segundo a análise do crítico, o favorito na categoria de Melhor Filme é Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, que venceu o PGA — prêmio considerado o termômetro mais fiel do Oscar por usar o mesmo sistema de votação preferencial da Academia. O único concorrente capaz de virar o jogo seria Pecadores, que bateu recorde histórico com 16 indicações e levou o prêmio principal do SAG.
Para Villaça, a grande esperança do Brasil está em Melhor Filme Internacional. O crítico aponta que O Agente Secreto venceu o Critics Choice, o Satellite e dois prêmios em Cannes, e ainda ganhou força recente porque a Academia passou a exigir que todos os votantes assistam a todos os indicados antes de votar — o que permitiu que muitos descobrissem o filme nas últimas semanas. Na categoria Melhor Direção de Elenco, estreante no Oscar 2026, Villaça também elegeria o filme brasileiro como seu voto pessoal, destacando a qualidade dos atores escolhidos, inclusive os desconhecidos do grande público.
Sobre Wagner Moura na disputa de Melhor Ator, o crítico reconhece que a batalha é mais difícil. O ator conquistou o Globo de Ouro e o prêmio de Melhor Ator em Cannes, mas o Oscar de Melhor Ator costuma seguir os vencedores do SAG e do BAFTA, prêmios que foram para outros concorrentes nesta temporada.







