Repórteres que cobriam a internação do ex-presidente Jair Bolsonaro no Hospital DF Star, em Brasília, na última sexta-feira (13), foram hostilizados na porta do hospital e alvos de uma onda de ameaças nas redes sociais. O caso foi registrado em boletim de ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal, com prints das mensagens anexados como prova.
O estopim para os ataques foi um vídeo publicado pelo deputado Mario Frias (PL-SP), no qual o parlamentar acusou os jornalistas de estarem “desejando a morte” do ex-presidente durante a cobertura. As imagens, no entanto, não contêm qualquer declaração dos profissionais nesse sentido. Mesmo assim, dados pessoais dos repórteres foram expostos publicamente e centenas de mensagens ofensivas passaram a chegar às suas redes.
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) divulgou nota repudiando os ataques. “Nada justifica tamanha violência contra profissionais da imprensa em pleno exercício da atividade jornalística”, diz o texto. A entidade, que representa 3,2 mil emissoras privadas de rádio e televisão no país, pediu às autoridades do Distrito Federal investigação rigorosa e punição dos responsáveis pelos ataques. A organização reafirmou ainda seu compromisso com a defesa da liberdade de expressão e do direito do brasileiro à livre informação.







