Vinte e quatro unidades do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) espalhadas pela capital goiana são o principal ponto de acesso dos idosos ao Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), programa coordenado pela Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh). A iniciativa busca combater o isolamento social e estreitar os laços familiares e comunitários da população com 60 anos ou mais.
No Cras do Setor Capuava, que cobre as regiões Noroeste e Mendanha, o projeto “Entre Linhas e Pincéis” reúne mulheres idosas em torno da produção de ecobags, crochê e panos de prato. Para Maria de Fátima da Silva, de 71 anos, a participação mudou a rotina. “Encontrei aqui um motivo para espantar a tristeza e o isolamento. Além das oficinas, caminho com outras idosas e pinto panos de prato nas manhãs de quarta-feira”, conta. Acidália Balbino, outra participante, resume a experiência com uma palavra: utilidade. “A alegria de concluir uma peça e saber que fui eu mesma quem fez é indescritível”, diz.
A metodologia do projeto é prática, lúdica e respeita o ritmo de cada um. O foco não é a capacitação profissional, mas a autonomia, a criatividade e a integração social — pilares que orientam o SCFV como um todo.
Além do “Entre Linhas e Pincéis”, as unidades oferecem grupos de dança, natação e dinâmicas de integração. Dois Centros de Convivência, localizados na Esplanada do Anicuns e no Setor Aruanã, complementam a rede de atendimento.
A secretária Erizânia Freitas afirma que a atenção a idosos, mulheres e crianças atendidos pelos Cras é prioridade da gestão atual. Segundo ela, nos primeiros 100 dias, o prefeito Sandro Mabel determinou foco especial em ações que estimulem a interação dos idosos com a comunidade. “Estamos estruturando diversas oficinas nos 24 Cras e nos dois Centros de Convivência”, reforça.






