No 16º dia de guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, o Papa Leão XIV voltou a pedir paz. Neste domingo (15), durante a oração do Angelus na Praça São Pedro, o pontífice americano apelou aos responsáveis pelo conflito que interrompam os ataques e abram caminho para o diálogo. “Cessem o fogo! A violência nunca poderá levar à justiça, à estabilidade e à paz que os povos esperam”, afirmou Leão XIV da janela do Palácio Apostólico.
O Papa descreveu o cenário no Oriente Médio como uma “violência atroz” e lamentou as mortes de civis. “Milhares de pessoas inocentes foram mortas e muitas outras foram forçadas a abandonar suas casas. Ofereço minhas orações a todos aqueles que perderam entes queridos nos ataques que atingiram escolas, hospitais e áreas residenciais”, disse o pontífice. O Líbano também foi citado com preocupação especial: o país enfrenta confrontos renovados entre o Hezbollah e as Forças de Defesa de Israel, com bombardeios constantes na fronteira com o território israelense.
Apesar do discurso apaixonado, especialistas e fontes do próprio Vaticano apontam que a postura de Leão XIV tem sido cuidadosamente contida quando o assunto envolve os Estados Unidos. Quatro fontes ouvidas pelo Washington Post afirmam que o Papa evita uma resposta mais dura ao governo americano. A estratégia do Vaticano, segundo analistas, é deixar que as igrejas nacionais levem as críticas a seus próprios governantes. O cardeal Robert McElroy, maior autoridade da Igreja em Washington, já classificou a guerra como não sendo “moralmente legítima”. O Secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, alertou que, se o direito à “guerra preventiva” fosse reconhecido, “o mundo inteiro correria o risco de ser incendiado”.







